
Ai que prazer
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Os militares dos três ramos das Forças Armadas "mantiveram" o «passeio» marcado para o final da tarde desta quinta-feira, pela baixa lisboeta, em sinal de protesto contra os cortes orçamentais para 2007, contrariando a proibição do Governo Civil
Peço desculpas ao autor deste texto, mas apenas alterei a frase "deverão manter" por "mantiveram"
Face à decisão do Governo Civil de Lisboa que proibiu a manifestação por os organizadores não a terem comunicado no prazo legal de dois dias, a comissão organizadora do protesto decidiu manter a realização da acção, alegando que se trata de «um passeio».
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Fernando Torres, da comissão organizadora, convidou os militares, no activo ou não, a participarem na iniciativa e levarem as suas famílias até ao Rossio, Lisboa, a partir das 18h00.
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Os militares criticam a redução, no Orçamento de Estado de 2007, de cerca de 50% nas verbas para a despesa com a saúde dos militares e familiares, a diminuição de cerca de 25% nas verbas destinadas às remuneraçõesde reserva e a redução de cerca de 900 efectivos.
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A fundamentar a proibição, o Governo Civil argumentou que o facto de osorganizadores do protesto o classificarem de «passeio», a realizar em local público e com a finalidade anunciada, é apenas uma forma de encobrir uma manifestação de militares.
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O Governo Civil de Lisboa invocou ainda um «parecer devidamente fundamentado» do Conselho de Chefes de Estado-Maior, que se reuniu no dia 17 de Novembro, que considera o «designado 'passeio' ilegal e susceptível de afectar a coesão e a disciplina das Forças Armadas».
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Em sintonia com os chefes militares, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, afirmou quarta-feira que o protesto é contrário aos valores e à ética da instituição militar e apelou à serenidade e ao respeito pelo Estado de Direito.
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Após o anúncio de que a manifestação se mantém apesar da proibição, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou ser contra a participação de militares na acção de protesto, considerando que as «manifestações ilegais» nunca deverão realizar-se no País.
VISAOONLINE 23 Nov. 2006


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