quinta-feira, novembro 30, 2006

LIBERDADE



Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.

O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.

E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por Dom Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca....

Fernando Pessoa, Obra Poética

sábado, novembro 25, 2006

AMAR !



Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: aqui... além...

Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...

Amar! Amar! E não amar ninguém!


Recordar? Esquecer? Indiferente!...

Prender ou desprender? É mal? É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente!


Há uma primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!


E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder... pra me encontrar...


Florbela Espanca

GLOBAL ORGASM




Muitas manifestações a favor da paz têm sido realizadas um pouco por todo o mundo. No entanto, dois activistas dos EUA chegaram à conclusão que a melhor maneira de reclamar o fim da guerra é desfrutando um momento de intimidade.
A proposta é feita online por Donna Sheehan, 76 anos, e Paul Reffell, 55 anos. Estes activistas são a favor de que o orgasmo global poderá ser a melhor maneira de ajudar a acabar com aquilo a que Paul Reffel considera não ser mais que o desejo do Homem de impressionar outro Homem, ou seja «o meu míssil é maior que o teu».

A intenção é que os participantes concentrem todos os pensamentos e toda a energia num único sentido: a paz mundial e o fim dos vários tipos de violência. «O orgasmo provoca um sentimento incrível de paz durante e depois dele», afirmou Paul Refell em declarações a um OCS, acrescentando que o objectivo pretendido é transformar a energia sexual das pessoas em algo mais positivo.

O Orgasm global é uma experiência aberta a todos no planeta. Vamos todos ajudar!

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Não esqueçam dia 22 Dezembro (qualquer hora e local) dia do Solstício de Inverno
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PS: Esta já não é a primeira vez que estes dois activistas organizam uma manifestação que englobe sexo e actividade social. Em 2002, como forma de se mostrarem contra a guerra no Iraque, Donna Sheehan incitou cerca de 50 mulheres a tirar a roupa e a deitarem-se no chão, debaixo de chuva e com bastante frio, de maneira a escreverem a palavra "PEACE"

quinta-feira, novembro 23, 2006

Militares em protesto, apesar de proibição

Os militares dos três ramos das Forças Armadas "mantiveram" o «passeio» marcado para o final da tarde desta quinta-feira, pela baixa lisboeta, em sinal de protesto contra os cortes orçamentais para 2007, contrariando a proibição do Governo Civil

Peço desculpas ao autor deste texto, mas apenas alterei a frase "deverão manter" por "mantiveram"

Face à decisão do Governo Civil de Lisboa que proibiu a manifestação por os organizadores não a terem comunicado no prazo legal de dois dias, a comissão organizadora do protesto decidiu manter a realização da acção, alegando que se trata de «um passeio».
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Fernando Torres, da comissão organizadora, convidou os militares, no activo ou não, a participarem na iniciativa e levarem as suas famílias até ao Rossio, Lisboa, a partir das 18h00.
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Os militares criticam a redução, no Orçamento de Estado de 2007, de cerca de 50% nas verbas para a despesa com a saúde dos militares e familiares, a diminuição de cerca de 25% nas verbas destinadas às remuneraçõesde reserva e a redução de cerca de 900 efectivos.
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A fundamentar a proibição, o Governo Civil argumentou que o facto de osorganizadores do protesto o classificarem de «passeio», a realizar em local público e com a finalidade anunciada, é apenas uma forma de encobrir uma manifestação de militares.
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O Governo Civil de Lisboa invocou ainda um «parecer devidamente fundamentado» do Conselho de Chefes de Estado-Maior, que se reuniu no dia 17 de Novembro, que considera o «designado 'passeio' ilegal e susceptível de afectar a coesão e a disciplina das Forças Armadas».
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Em sintonia com os chefes militares, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, afirmou quarta-feira que o protesto é contrário aos valores e à ética da instituição militar e apelou à serenidade e ao respeito pelo Estado de Direito.
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Após o anúncio de que a manifestação se mantém apesar da proibição, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou ser contra a participação de militares na acção de protesto, considerando que as «manifestações ilegais» nunca deverão realizar-se no País.

VISAOONLINE 23 Nov. 2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

PARA TE VER FELIZ..



Hoje... mais que ontem, amo-te infinitamente.
Sem espaços presentes entre as palavras,
Alegro-me em poder falar, no sentido literal…
Falo do sentido, em poder dizer-te: Eu amo-te!
É verdade. Amo-te! Mais que tudo.
Queria dizer mais que todos…Mas não posso privar o meu próximo de ser feliz também.
Digo que não quero ser egoísta, pois o teu sorriso pode alegrar muitos.
Quando digo que te amo… tento concentrar todo o poder da palavra
Numa frase simples… humilde…
"Autor desconhecido"

segunda-feira, novembro 20, 2006

Língua Portuguesa...


Tal como me enviaram, sem "censura" e sem saber o seu autor(a).
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"Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

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Língua Portuguesa... Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir.
E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar...
O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se.
Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se.
Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva.
Ele, completamente voz activa.. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa.
Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício.
Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história.
Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus! Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto.
Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos.
Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas: Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história.
Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. "

quinta-feira, novembro 16, 2006

LUSÍADA 06

http://www.emgfa.pt/Pages/visualizaconteudo.asp?idconteudo=540


No âmbito da preparação das Forças Armadas para cenários de resposta a crises, decorreu, no período de 6 a 15 de Novembro, o Exercício “Lusíada 06”, sendo o Aeródromo de Manobra Nº1 (AM1), em Ovar, um dos locais escolhidos para a sua realização.
Este Exercício “Lusíada 06” visou testar a resposta da Força de Reacção Imediata (FRI) e de outros meios dos três ramos numa operação de evacuação de cidadãos nacionais não combatentes e, eventualmente, de cidadãos de países amigos, contribuindo desta forma para melhorar o aprontamento e a interoperabilidade dos meios das forças num ambiente permissivo caracterizado pela instabilidade política e pala degradação da situação militar no terreno.


Para mais informação seguir o link que se encontra no início desta postagem.