quarta-feira, junho 20, 2007

Pena de Morte


Um dia após a UE ter apresentado uma proposta para a celebração do Dia Europeu contra a Pena de Morte (10 de Outubro, já estabelecido em 2003 por várias ONG) continuamos a verificar que ainda continua a existir nos seguintes países:

- Afeganistão
- Algéria
- Arábia Saudita
- Bahamas
- Bahrein
- Bangladesh
- Benin
- Bielo-Rússia
- Botswana
- Brunei Darussalam
- Burkina Faso
- Burundi
- China
- Coreia do Norte
- Coreia do Sul
- Egipto
- EUA
- Guiana
- Guiné
- Iémen
- Índia
- Indonésia
- Irão
- Iraque
- Japão
- Jordânia
- Kazaquistão
- Kuwait
- Laos
- Líbia
- Malásia
- Mali
- Marrocos
- Mongólia
- Myanmar
- Nigéria
- Paquistão
- Qatar
- Quénia
- Quirgizstão
- Rep. Democrática Congo
- Singapura
- Síria
- Somália
- Sri Lanka
- Sudão
- Tailândia
- Taiwan
- Tanzânia
- Togo
- Trinidad e Tobago
- Uganda
- Uzbequistão
- Vietname
- Zâmbia







  • Durante o ano de 2006 o Kuwait foi o país com mais execuções per capita, seguido pelo Irão.

  • A Amnistia Internacional calcula que pelo menos 1010 pessoas foram executadas na China, reconhecendo que este número é "apenas a ponta do iceberg". Fontes credíveis apontam para números entre 7500 e 8000 execuções em 2006. (Estas estatísticas são segredo de estado, claro né!).

  • O Irão executou 177 pessoas, o Paquistão 82, o Iraque pelo menos 65 e o Sudão pelo menos 65.

  • Dozes estados dos EUA executaram 53 pessoas.

  • O número total de pessoas actualmente à espera de serem executadas em todo o mundo é muito difícil de calcular. No final de 2006, seriam entre 19185 e 24646, números baseados em dados de grupos de defesa dos direitos humanos, relatórios da imprensa e alguns dados oficiais.

Desde o ano 2000, os métodos de execução mais utilizados foram e continuam a ser:


- Decapitação (Arábia Saudita e Iraque)

- Electrocução (EUA)

- Enforcamento (Egipto, Irão, Japão, Jordania, Paquistão, Singapura e outros)

- Injecção letal (China, Guatemala, Filipinas, Tailandia, EUA)

- Fuzilamento (Bielorrúsia, China, Somália, Taiwan, Uzbequistão, Vietname e outros)

- Apedrejamento (Afeganistão, Irão)

- Perfuração do ventre (Somália)





A Amnistia Internacional (AI) está a pedir às autoridades da Líbia que libertem os seis profissionais de saúde estrangeiros - um médico palestiniano e cinco enfermeiras búlgaras -, sentenciados à pena de morte em 19 de Dezembro de 2006, depois de terem sido condenados por deliberadamente terem infectado 426 crianças com HIV, 57 das quais já morreram com SIDA.

Divulguem esta mensagem, porque quando mais divulgado for, maior será a pressão sobre os países onde vigora a Pena de Morte.




quinta-feira, junho 07, 2007

Muerto de Amor







Que es aquello

que reluce por los altos corredores?

Cierra la puerta, hijo mio,

acaban de dar las once.



En mis ojos,

sin querer,

relumbraban cuatro faroles.

Sera que la gente aquella

estara fraguando el cobre.


Ajo de agonica platala

luna menguante,

pone cabelleras amarillas

a las amarillas torres.


La noche llama

tem blando al cristal de los balcones

perseguida por los mil

perros que no la conocen,

y un olor de vino y ambar

viene de los corredores.


Brisas de cana moja

day rumor de viejas voces,

resonaban por el arcoroto

de la medianoche.



Bueyes y rosas dormian.

Solo por los corredores

las cuatro luces clamaban

con el furor de San Jorge.


Tristes mujeres del valle

bajaban su sangre de hombre,

tranquila de flor cortada

y amarga de muslo joven.



Viejas mujeres del rio

lloraban, al pie del monte,

un minuto intransitable

de cabelleras y nombres.



Fachadas de cal ponian

cuadrada y blanca la noche.

Serafines y gitanos

tocaban acordeones.

Madre, cuando yo me muera,

que se enteren los senores.


Pon telegramas azules

que vayan del Sur al Norte.

Siete gritos, siete sangres,

siete adormideras dobles,

quebraron opacas lunas

en los oscuros salones.



Lleno de manos cortadas

y coronitas de flores,

el mar de los juramentos

resonaba, no se donde.



Y el cielo daba portazos

al brusco rumor del bosque,

mientras clamaban las luces

en los altos corredores.



Federico Garcia Lorca