sexta-feira, abril 19, 2013


Nada é impossível 

Consegui, ao fim de quase dois anos, de "luta" intensa para me lembrar da pswrd, entrar.

Vou tentar mante-lo aberto

SI MIS MANOS PUDIERAN DESHOJAR






Yo pronuncio tu nombre

en las noches oscuras,

cuando vienen los astros

a beber en la luna

y duermen los ramajes

de las frondas ocultas.

Y yo me siento hueco

de pasión y de música.

Loco reloj que canta

muertas horas antiguas.

.

Yo pronuncio tu nombre,

en esta noche oscura,

y tu nombre me suena

más lejano que nunca.

Más lejano que todas las estrellas

y más doliente que la mansa lluvia.

.

¿Te querré como entonces

alguna vez? ¿Qué culpa

tiene mi corazón?

Si la niebla se esfuma,

¿qué otra pasión me espera?

¿Será tranquila y pura?¡¡

Si mis dedos pudieran

deshojar a la luna!!

Granada, 10 de noviembre de 1919
Federico García Lorca

sábado, outubro 22, 2011

Carta aberta ao sr Primeiro Ministro de Portugal

Recebi esta carta através de email a qual não posso deixar de aqui publicar na integra por corresponder ao meu estado de espírito neste momento


"Exmo. Sr. 1º Ministro, 


Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo "Jumentos & Consultores Associados Lda." e em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês. 


Ganha o ministro, ganho eu e o país que se lixe! 


Ora vejamos: 

  • Ganha o ministro das Finanças porque: - Fica com um funcionário público a menos. - Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional. 
  • Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo público.
  • Fica com menos um trabalhador, potencial grevista e reivindicador que por muito que trabalhe será sempre considerado um mandrião. 
  • E ganho eu porque: 
    • Deixo de pagar na totalidade todos os impostos a que um funcionário público está obrigado, e bem diga-se, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.
    • Vou comprar fraldas, champôs, papel higiénico, Fairy, Skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de 'artigos de limpeza', pelo que contam como custos para a empresa. 
    • Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma. 
    • Já posso arranjar uma residência em Espanha para comprar carro a metade do preço ou compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da empresa.
    • Promovo a senhora das limpezas lá de casa a auxiliar de limpeza da firma. 
    • E, se no fim ainda tiver que pagar impostos, não pago, porque três anos depois o Senhor Ministro adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos, fico com os juros e dou o resto à DGCI.
Mas ainda ganho mais: 

  • Em vez de pagar contribuições para a CNP, faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.
  • Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que, tal como o outro, será adquirido em nome da firma assim como manutenções e combustíveis.
  • Se tiver um divórcio litigioso as prestações familiares que o tribunal me condenar já não serão deduzidas directamente na fonte e recebo o ordenado inteiro e só pago se me apetecer...! 

Como se pode ver, só teria a ganhar e já podia dizer em público o nome da minha profissão sem parecer uma palavra obscena, afinal, em Portugal ter prejuízo é uma bênção de Deus!
Está visto que ser ultra liberal é o que realmente vale a pena, e porque é que os partidos que alternam no poder têm tantos votos...?"


Pelo que acabaram de ler, acho que o Estado acabaria por perder, não acham??

domingo, outubro 16, 2011

Funcionários Públicos sem subsídios de férias e de Natal



Esta semana foi deveras uma das piores porque já passamos. As notícias deitaram por terra muitas das esperanças daqueles que durante uma vida, deram tudo pelo País, através do seu contributo com trabalho. 
Chamam-lhes funcionários públicos, porque não é uma empresa, mas sim o Estado , que lhes paga o seu vencimento.


Até aqui tudo normal, num estado dito democrático que necessita dos seus "funcionários públicos" para sobreviver.


Quando o sr Primeiro ministro veio dizer a Portugal que haveria necessidade de cortar nos nossos vencimentos para poder pagar o défice, fiquei apreensivo, mas até compreendi que haveria necessidade de pagar, o mais rapidamente possível, a dívida que os "honradíssimos" senhores políticos nos têm legado (livres de responsabilização criminal), desde o poder central, passando pelo poder local, fundações, instituições e que tais.


Mas o que me fez ficar fulo foi que durante os últimos anos sempre ouvi a comunicação social referir que os funcionários públicos perdiam  todos os anos poder de compra em relação ao privado de pelo menos 5 a 10%, e esta semana sr PM refere que o motivo que o levou a que só os funcionários públicos tivessem o tal corte nos 13º e 14º vencimentos, se devia ao factos destes ganharem em média mais cerca de 10% a 15% que o sector privado. 


De certeza que se deveria estar a referir aos "chorudos" vencimentos que os temporários  "Boys" e "Girls" auferem nas fundações, instituições e empresas públicas pagos por todos nós contribuintes. Sim, porque eu também pago e não posso fugir a impostos como muitos no sector privado.
  
Porque não acabam de vez com essas "sorvedouras" de dinheiro (os valores que circulam na net apontam para cerca de 5 a 6 mil Milhões € anuais do erário público), que não contribuem em nada (algumas excepções) para o crescimento económico de Portugal.


Não se esqueçam que os funcionários públicos (estou a falar dos genuínos e não dos temporários), são necessários ao País e que são eles que estão a contribuir (100%) para os cofres com os seus impostos em dia.


A dívida do País é para ser paga por todos os Portugueses e não só por alguns, até porque não estamos no "Animal Farm" de George Orwell.  



sábado, janeiro 15, 2011

Semana da Segurança e Protecção Civil (21 a 26 Março de 2011)

Lei de Bases da Protecção Civil (Lei 27/2006, de 3 de Julho)
Artº 1º, 1 - "A protecção civil é a actividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e Autarquias Locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas, com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo
quando aquelas situações ocorram."
.
Foi a pensar nestas situações que nos propusemos realizar esta semana dedicada à PC, para que elevemos todos a cultura de segurança e protecção, uma vez que é de todos (sem excepção) e muitas vezes desleixada.

Para saber mais acerca desta iniciativa consultem http://semanadaseguranca.blogspot.com/2011/01/ponto-da-situacao.html

terça-feira, outubro 05, 2010

Eu RENUNCIO!!!!



Este texto foi-me enviado por um amigo o qual passo a reproduzir na totalidade e que apoio totalmente neste momento de crise.

"Neste momento de aflição em que todos temos de dar as mãos e deixar de olhar só para o nosso umbigo, correspondo ao apelo de quem nos governa e de quem apoia quem nos governa, faço pública parte da lista do que o Estado criou e mantém para minha felicidade, e de que de estou disposto a patrioticamente prescindir.

Assim:

  • Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;
  • Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e àquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;
  • Renuncio a ter um sector empresarial público com a dimensão própria de uma grande potência, dispensando-me dos benefícios sociais e económicos correspondentes;

  • Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;
  • Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;

  • Renuncio ao PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;
  • Renuncio ao direito de saber o que propõem os partidos políticos nas campanhas pagas com milhões e milhões de euros que o Estado transfere para os partidos políticos, conformando-me com a falta de propaganda e satisfazendo-me com a frugalidade da mensagem política honesta, clara e simples;
  • Renuncio ao financiamento público dos partidos políticos nos actuais níveis, ainda que isso tenha o custo do empobrecimento desta democracia, na mesma medida do corte nas transferências;
  • Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;

  • Renuncio a mais submarinos, a mais carros blindados, a mais missões no estrangeiro dos nossos militares, bem sabendo que assim se põe em perigo a solidez granítica da nossa independência nacional e o prestígio de Portugal no mundo;
  • Renuncio ao sossego que me inspira a produtividade assegurada por mais de 230 deputados na Assembleia da República, estando disposto a sacrificar-me apoiando - com tristeza - a redução para metade dos nossos representantes.
  • Renuncio, com enorme relutância, a fazer o percurso Lisboa-Madrid em 3h e 30m, dispondo-me - mesmo que contrariado mas ciente do que sacrificio que faço pela Pátria - a fazer pelo ar por metade do custo o mesmo percurso em 1 h e picos, ainda que não em Alta Velocidade.
  • Renuncio ao conforto de uma deslocação de 50 km desde minha casa até ao futuro aeroporto de Lisboa para apanhar o avião para Madrid em vez do TGV, apesar da contrariedade que significa ter de levantar voo e aterrar pertinho da minha casa.
  • Renuncio a mais auto-estradas, conformando-me, com muito pena, com a reabilitação da rede nacional de estradas ao abandono e lastimando perder a hipótese de mudar de paisagem escolhendo ir para o mesmo destino entre três vias rápidas todas pagas com o meu dinheiro, para além de correr o triste risco de assistir à liquidação da Estradas de Portugal, EP.

Seria fastidioso alongar-me nas coisas que o Estado criou para o meu "bem estar" e que me disponho a não mais poder contar.

E lanço um desafio aos leitores do 4R : renunciem também! Apoiemos todos, patrioticamente, o governo a ajudar o País nesta hora de aflição".

in http://quartarepublica.blogspot.com/

Portugal merece.

quarta-feira, março 10, 2010

7 Dicas para Auto-realização

(net . Paula Rego)



1. Assumir a responsabilidade pessoal de cada atitude tomada

2. Acreditar em algo grandioso

3. Praticar a tolerância

4. Ser corajoso (é enfrentar a situação quando estamos com medo)

5. Amar alguém

6. Ser ambicioso

7. Sorrir (pessoas bem humoradas são sempre mais simpáticas!)

segunda-feira, março 08, 2010

A Mulher Mais Bonita do Mundo






estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"

quinta-feira, junho 25, 2009

Carta do Cidadão José Maria Martins



" Carta do Cidadão José Maria Martins
Exmº Senhor
Prof. Cavaco Silva
Presidente da República Portuguesa

Excelência
José Maria de Jesus Martins, cidadão português, advogado, com domicilio profissional na Av. Defensores de Chaves, 15 , 3º A, 1000-109 Lisboa, toma a liberdade de junto de V. Ex.ª manifestar o seguinte:
1 - O jornal “Diário Económico”, na edição de dia 29 de Abril de 2009, noticia, na primeira página, o seguinte:“Estónia e Eslováquia vão ser mais ricos que Portugal”. “A economia portuguesa vai crescer menos em 2009 e 2010. Mesmo assim estará melhor que a média da Zona Euro mas perde na União Europeia a vinte e sete”.Como V. Ex.ª sabe, até porque tem obrigação de saber, Portugal definha.
Hoje Portugal na União Europeia vai sendo ultrapassado por todos os Estados Membros.
Em Portugal já há fome. As políticas de emprego são ineficazes. Os portugueses vivem cada vez mais nas margens dos melhores padrões de vida da UE.
O Governo Português está a levar Portugal para a miséria, para a vergonha de sermos piores que todos os outros.
Antes, nas décadas de 1960, 1970 e até 1985 os motivos indicados para o declínio de Portugal eram a ditadura, o fascismo.
Hoje, Portugal recebe todos os dias milhões de euros de ajudas da UE e milhões de euros vindos dos emigrantes.
Portugal emagrece, os portugueses já não têm um sistema de saúde que os proteja, emprego não há, as malas de cartão voltaram em força.
A emigração é a grande válvula de escape para o Governo afirmar que há menos desemprego, quando afinal o que se passa é que os portugueses que perderam o emprego nas fábricas emigram, os portugueses que embora possuam uma licenciatura emigram, porque não têm meios de vida.
Onde e como foram aplicadas as ajudas da União Europeia?
Senhor Presidente, V. Ex.ª não pode desconhecer que na União Europeia Portugal caminha a passos largos para ser o último. E o último no que diz respeito aos índices de crescimento, à criação de emprego, aospadrões de nível de vida.
O Interior está cada vez mais desertificado. O Interior vai ficar sem os mais velhos porque nem estes já têm estruturas de saúde para os apoiar na velhice.
A classe política tem delapidado Portugal.
V. Ex.ª não pode fechar os olhos a esta realidade.
Não temos Forças Armadas condignas. Andamos a enviar meia dúzia de homens para a 'cooperação' humanitária, sem meios e poder de fogo, o que nos avilta, nos enfraquece.
V. Ex.ª sabe que os portugueses estão desesperados. Famintos, sem norte.
Meia dúzia vive à tripa forra, manobram as riquezas nacionais. O resto vive à rasca passando mal e sentindo que Portugal vai a caminho do fim, sem influência no estrangeiro, sem rumo e sem norte.
A Lei de Gresham é também para ser aplicada aos membros do Partido Socialista e não só a Santana Lopes.
Portugal não precisa de um monarca, porque é uma República.
V. Ex.ª tem de tomar posição.
A resposta do Governo Português à noticia que a Estónia e a Eslováquia vão ser mais ricos que Portugal, nada mais é que a materialização da anedota que se conta da atitude e comportamento português cada vez que um indivíduo cai de um prédio:
Parte o braço direito, a perna esquerda e a perna direita, fractura o crânio e a bacia, e se diz: Coitado, ainda teve sorte que não partiu o braço esquerdo!
Quo Vadis Portugal?
Qual o Político Português que tem cara para junto dos órgãos da União Europeia justificar esta miséria?
V. Ex.ª deve ponderar qual a intervenção que deve ter. E intervenção junto do Governo. O PR não pode calar. Ou então não tem razão de ser.
Não tarda que Cabo Verde, o Zimbabwe, o Burundi, o Mali, O Senegal, o Equador, O Peru, inter alia, tenham melhores níveis de vida que Portugal.
V. Ex.ª deve ponderar bem qual o papel do Presidente da República nesta conjuntura. Algo tem de ser feito.
Esta miséria não tem justificação. Só a corrupção, o tráfico de influências, o corporativismo, a incompetência dos políticos pode justificar esta situação inqualificável, inadmissível.
Portugal está muito doente.
Os portugueses não compreendem o seu silêncio sobre esta realidade.
Um Presidente da República há-de servir para algo. E os portugueses não sentem que sirva para os ajudar.
Cabe lembrar que em 1979 em artigo publicado, da minha autoria, no jornal 'Notícias de Évora' defendi que a Estónia, a Letónia e a Lituânia, deveriam sair do jugo soviético.
Estes países hoje são mais desenvolvidos que Portugal!!!
Portugal caminha para graves convulsões sociais. Vamos sem rumo, sem vergonha, dando um péssimo exemplo ao Mundo.
Nem com 'toneladas' de euros que a União Europeia nos envia Portugal cresce. Inqualificável!
Creia, Senhor Presidente da República, que tenho para mim que o PR deveria ter tido outra posição quanto à questão da Universidade Independente e a tudo o que a envolve, e não a posição que teve.
Digo-o, ao abrigo direito de livre opinião e expressão que a Convenção Europeia dos Direitos do Homem me consagra.
Espero de V. Exª uma atitude, como esperam os portugueses, os jovens da geração dos '500 euros' e os outros que já sentem vergonha deste estado de coisas.
Com os meus respeitosos cumprimentos.
O cidadão Português
José Maria de Jesus Martins “
Carta recebida por email e que subscrevo totalmente, apesar de não gostar da personagem que a escreveu, porque se não forem tomadas medidas qualquer dia estamos mais afundados que o próprio TITANIC.

quinta-feira, junho 18, 2009

AMIZADE

(foto encontrada na net - s/nome)

Mais do que uma mão estendida

mais do que um belo sorriso

mais do que a alegria de dividir

mais do que sonhar os mesmos sonhos

ou doer as mesmas dores

muito mais do que o silêncio que fala

ou da voz que se cala para ouvir

é a amizade

o alimento que nos sacia a alma

e que nos é oferecida por alguém

que crê em nós.

Autor desconhecido

segunda-feira, abril 27, 2009

Está na hora de os "Xutar"



SEM EIRA NEM BEIRA

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravess
Dão milhões a que os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Qinad espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
O povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força
Para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força
Para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão