segunda-feira, julho 16, 2007

Se eu fosse um dia o teu olhar



Frio, o mar

Por entre o corpo

Fraco de lutar.

Quente,

O chão

Onde te estendo

E te levo a razão.

Longa a noite

E só o sol

Quebra o silêncio,

Madrugada de cristal.

Leve, lento, nu, fiel

E este vento

Que te navega na pele.

Pede-me a paz

Dou-te o mundo

Louco, livre assim sou eu

(Um pouco mais...)

Solta-te a voz lá do fundo,

Grita, mostra-me a cor do céu.

Se eu fosse um dia o teu olhar,

E tu as minhas mãos também,

Se eu fosse um dia o respirar

E tu perfume de ninguém.

Se eu fosse um dia o teu olhar,

E tu as minhas mãos também,

Se eu fosse um dia o respirar

E tu perfume de ninguém.

Sangue,

Ardente,

Fermenta e torna aos

Dedos de papel.

Luz,

Dormente,

Suavemente pinta o teu rosto apincel.

Largo a espera,

E sigo o sul,

Perco a quimera

Meu anjo azul.

Fica, forte, sê amada,

Quero que saibas

Que ainda não te disse nada.


Pede-me a paz

Dou-te o mundo

Louco, livre assim sou eu

(Um pouco mais...)

Solta-te a voz lá do fundo,

Grita, mostra-me a cor do céu.

Se eu fosse um dia o teu olhar,

E tu as minhas mãos também,

Se eu fosse um dia o respirar

E tu perfume de ninguém.

Se eu fosse um dia o teu olhar,

E tu as minhas mãos também,

Se eu fosse um dia o respirar

E tu perfume de ninguém.


Letra e música: Pedro Abrunhosa

Intérprete: Bandemónio

Album: Tempo

3 comentários:

Cleopatra disse...

Quero que saibas


Que ainda não te disse nada.


Estás a tempo.
Não faças como no filme : "As palavras que nunca te direi"

MouraEncantada disse...

Poema bonito este do professor Abrunhosa e na voz dele fica ainda mais bonito.Logo foi escolher este.É o meu preferido.

Apache disse...

As letras do Abrunhosa, são, na sua maioria excelentes, pena as músicas e a voz dele.
Boa escolha.