sábado, outubro 22, 2011

Carta aberta ao sr Primeiro Ministro de Portugal

Recebi esta carta através de email a qual não posso deixar de aqui publicar na integra por corresponder ao meu estado de espírito neste momento


"Exmo. Sr. 1º Ministro, 


Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo "Jumentos & Consultores Associados Lda." e em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês. 


Ganha o ministro, ganho eu e o país que se lixe! 


Ora vejamos: 

  • Ganha o ministro das Finanças porque: - Fica com um funcionário público a menos. - Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional. 
  • Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo público.
  • Fica com menos um trabalhador, potencial grevista e reivindicador que por muito que trabalhe será sempre considerado um mandrião. 
  • E ganho eu porque: 
    • Deixo de pagar na totalidade todos os impostos a que um funcionário público está obrigado, e bem diga-se, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.
    • Vou comprar fraldas, champôs, papel higiénico, Fairy, Skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de 'artigos de limpeza', pelo que contam como custos para a empresa. 
    • Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma. 
    • Já posso arranjar uma residência em Espanha para comprar carro a metade do preço ou compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da empresa.
    • Promovo a senhora das limpezas lá de casa a auxiliar de limpeza da firma. 
    • E, se no fim ainda tiver que pagar impostos, não pago, porque três anos depois o Senhor Ministro adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos, fico com os juros e dou o resto à DGCI.
Mas ainda ganho mais: 

  • Em vez de pagar contribuições para a CNP, faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.
  • Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que, tal como o outro, será adquirido em nome da firma assim como manutenções e combustíveis.
  • Se tiver um divórcio litigioso as prestações familiares que o tribunal me condenar já não serão deduzidas directamente na fonte e recebo o ordenado inteiro e só pago se me apetecer...! 

Como se pode ver, só teria a ganhar e já podia dizer em público o nome da minha profissão sem parecer uma palavra obscena, afinal, em Portugal ter prejuízo é uma bênção de Deus!
Está visto que ser ultra liberal é o que realmente vale a pena, e porque é que os partidos que alternam no poder têm tantos votos...?"


Pelo que acabaram de ler, acho que o Estado acabaria por perder, não acham??

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